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martes, 24 de diciembre de 2013

Depois do temporal

  Saía eu esta manhá da casa para ver os efeitos da "cicloxénese explosiva" que chegava à costa galega esta passada noite. E vaia se os vim! Resulta que o toldo dumha cafetaria despredendéu-se co forte vento e veu bater precissamente contra o meu carro, que tinha aparcado ali mesmo. Dentro do malo pois a cousa non foi moito (espelho retorvisor, mais raiaduras e golpes vários).

  Umha vez cobertos os dados necessários para o seguro da cafetaria, puidem sair cara Valdovinho.


    O lago está moi cheio. Tomei a foto desde o interior do veículo, pois chovia arreo. Estamos no tempo tamém..


   A canle, como dissem o outro dia, volveu fechar (imagem superior). Pensei que quiçá o forte temporal desta noite puidesse tê-lo aberto de novo, mas nom foi assi. Porém, nota-se que o tentóu. Mirade as marcas en azul claro da seguinte foto. Correspóm-se com "corredores de tormenta", provocadas pola preamar. Por umha delas (a da esquerda) foi por onde a lagoa abríu espontáneamente os dous últimos anos.


    Nestes dias de Nadal, temos de "invitado"un personagem bem famoso na Frouxeira. Umha dessas raridades que junta a afeiçoados de toda Galiza, ávidos de se anotar um bimbo máis.
  Trata-se dun Olhodouro de toca (Bucephala albeola), umha anátida de procedência americana; "neártica", coma se di técnicamente.


   Eu atopava-o ontes na bocana do Lago Pequeno. Umha distancia moi grande para umha foto decente, pero davondo para umhas capturas testemunhais.


  Um pato realmente chamativo. E solitário também, pois semelha que nom gostasse da companha doutro patos mergulhadores. Neste somentos os comités de raridades da SEO e da SGO andarám coma tolos tentando determinar se este pato é um a animal selvagem ou pola contra se trata dun ave doméstica fuxida dumha colecçom (algo que passa a miúdo com anátidas). Polos dados que temos, todo indica que se poida tratar dumha ave selvage.

Olhodouro de touca (Bucephala albeola), macho

  Hoje visitava a Praia dos Botes, em Meirás. O tempo no mar era de medo (ondas de seis metros na costa, nom som umha broma)


  Um Virapedras (Arenaria interpres) aparescéu por aló. Umha ocassom para fazer provas coa sesibilidade da Canon SX50. Empreguei a prioridade à velocidade, e sorprendeu-me ver os resultados quando a cámara se foi até umhas sesibilidades moi altas (lembrade que estamos a falar dumha humilde compacta, nada a ver com umha reflex).

Canon SX50 ISO 400

  Umha pena que pola falta de luz nom puidesse meter umha velocidade rápida (por isso saírom algo movidas). Pero há que ver como avançárom as bridge em apenas uns anos. O futuro é esperançador.

Canon SX ISO 1000
 
  A última foto do Virapedras foi com ISO 1600. Umha barbaridade para o que som este tipo de cámaras. E quasse vale para ver (sempre que nom ampliemos a imagem, isso si)

Canon SX50 ISO 1600

  E a modo de despedida, a sorpresa da jornada. Um Lagarteiro peneireiro que poussava com ousadia e chularia no méio da estrada:

Lagarteiro común (Falco tinnunculus) (ISO 800)

 Até a próxima.


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