Na praia e porto de Carinho, pois poucas novidades. Isso si, a famosa Gaivota de Bonaparte mantinha-se no seu canto favorito do peirao (comentava-mo Ricardo Hevia, que aparecia por ali).
Botava de menos a fotografia reflex para aves en vó. Quánto mais doado resulta! Coma sempre que colho a reflex já nom lembrava apenas os controis e custa-me muito enfocar em modo manual aínda. Mas, como dizia o mestre Antonio, qué divertido é afotar gaivotas nun porto coa reflex!
Aguantando coma podia o forte vento que soprava em Carinho puidem desfrutar moi perto das idas e vidas deste visitante neártico.
Gaivota de Bonaparte (Larus philadelphia). Fotos: EOS 500
Previamente, umha Gaivota cana destacava pola sua delicadeza, entre os seus parente maiores concentradas na praia. Esta fermosura de gaivota aparece sobretodo canda temporais de neve e vagas de frio na Europa occidental. Assi pois, éste nom semelha bom ano para a observarem. Nesta ocassom empreguei a bridge (era muita a distáncia):
Gaivota cana (Larus canus). Foto SX50
Ía achegar-me, pero um plástico preto que se levantou co vento de entre as dunas asustou todas as aves da praia, que saíron voando.
Já no estuário de Ortigueira, o vento soprava igual de molesto. Polo menos saíu o sol (que se botava de menos). 3 espectaculares Garças brancas (Egretta alba) e un mínimo de 7 Pentumeiros (Melanitta nigra) foi o máis salientável. Certamente as aves estavam moi agochadas entre as canles dos intermareais (unhas canles moi profundas hoje por mor da baixa-mar viva).
Na seguinte imagem aparescem as tres especies de limícolas meirandes da ria de Ortigueira: Maçarico chiador (Numenius phaeopus, esda.), Maçarico real (Numenius arquata, dta.) Gavita (Haematopus ostralegus, arriba). Todas elas tenhem nesta ria ún dos seus principais lugares de invernada na Península Ibérica. Resulta impossível visitar a ria sem as ver!
"Os tres grandes" de Ortigueira. Foto: SX50
Os que me ofrecérom o melhor espectáculo da jornada fórom os Culhereiros (Platalea leucorodia). Até un total de 17 exemplares chegárom a se juntar no intermareal do porto. Assi de memoria penso que se trata da cifra de invernada máxima registada (que era de 15), aínda que durante o passo outonal chegou haver até 26 indivíduos, o passado Setembro. Umha mostra do incremento desta espécie que, o mesmo que os ardeidos, estám a aumentar moito os seus efectivos no país todo.
Fotos (2): EOS 500 + Tamron 70-300
Empreguei tanto a reflex como a bridge, para que vejades a diferença (se a vedes) entre ambas, manexadas pola mesma mao e em igualdade de condiçoes.
Fotos (2): Canon EOS 500 + Tamron VC 70-300 SP
Foto: SX50
Havia tres indivíduos anelados. E já sabemos a sua origem graças, cómo nom, ao grande Antonio (rápido coma umha centelha para estas cousas).
Éste, foi anelado en Terschelling, Boschplaat (Holanda) en Julho de 2012 por Harry Horn. E leva com nós desde finais de Novembro.
Culhereiro anelado em Holanda. Foto: SX50
E estoutro foi marcado na Alemanha, em Niedersachsen, Maio de 2009, por W.G.S.I. (foi o "nome" que me deu Antonio... bem vale)
Culhereiro anelado em Alemanha. Foto SX50
O seguinte tamém foi anelado em Terschelling (Holanda), por Harry Horn, em Agosto de 1994 (já tem anos!). Todas som havituais da ria, polo visto.
Culhereiro marcado em Holanda Foto: SX50
Foto SX50
Nom sei se devido à forte baixamar ou para fugir do vento, mas os culhereiros achegárom-se muito cara o peirao de Ortigueira, oferecendo umha portunidade para as fotografar coma nunca antes tivera.
Culhereiro (Platalea leucorodia) Foto: SX50
Em fim, paseino pipa, comparando as prestaçons das duas cámaras. Espero que vós tamém tivérades desfrutado co espectáculo.
Agora toca descansar, aclarar bem os olhos com algum colírio, e ir ponhendo a mente em "modo censo". Só esperemos que a chúvia nom nos machaque moito este ano. Pero nom tem boa pinta o prognóstico, nom..
Começamos!Venha: 1,2,4,6,8,10,20,30,40, 100, 1000, .....
